Primeiro curso de bioinformática reúne 35 participantes e dez palestrantes de instituições do país: I Simpósio de Bioinformática INCT-PDHN/FUNBIOS
A Universidade Federal de Goiás (UFG) recebeu, em 25 de maio de 2026, o I Simpósio de Bioinformática INCT-PDHN/FUNBIOS, realizado no Laboratório de Informática da Biblioteca Central, no Campus Samambaia, em Goiânia. Concebido como o primeiro curso de bioinformática promovido pela rede, o evento reuniu ao longo de um cinco dias de intensas atividades, pesquisadores de referência nacional para ministrar e discutir as ferramentas computacionais nas áreas de genômica, metagenômica, transcriptômica, genômica comparativa e bioprospecção, as quais têm transformado a pesquisa em ciências da vida.
A Universidade Federal de Goiás (UFG) recebeu, em 25 de maio de 2026, o I Simpósio de Bioinformática INCT-PDHN/FUNBIOS, realizado no Laboratório de Informática da Biblioteca Central, no Campus Samambaia, em Goiânia. Concebido como o primeiro curso de bioinformática promovido pela rede, o evento reuniu ao longo de um cinco dias de intensas atividades, pesquisadores de referência nacional para ministrar e discutir as ferramentas computacionais nas áreas de genômica, metagenômica, transcriptômica, genômica comparativa e bioprospecção, as quais têm transformado a pesquisa em ciências da vida.
A iniciativa foi promovida pelo INCT-PDHN — Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Patógenos de Doenças Humanas Negligenciadas: Multiômicas, Mudanças Climáticas e Ciência Aberta — em conjunto com o projeto FunBioS (O futuro dos fungos de biomas da região Centro-Oeste: Sustentabilidade e Oportunidades) e o Laboratório de Biologia Molecular da UFG, sob organização geral dos Professores Clayton Luiz Borges e Renata Dias Pereira.
Uma programação do genoma ao metabolismo
A abertura apresentou os objetivos do INCT-PDHN e do FunBioS, conduzida pelas professoras Célia Maria de Almeida Soares, Fátima Ribeiro Dias e pelo professor Alexandre Melo Bailão. Na sequência, a programação percorreu um amplo panorama da área: do impacto da bioinformática na microbiologia moderna às abordagens de biologia de sistemas em dados multidimensionais; da preservação da biodiversidade fúngica, com o INCT-Fungos-BR, à genômica de patógenos eucarióticos; do microbioma de restingas e manguezais à análise de mitogenomas fúngicos; encerrando com os fundamentos da metabolômica e a descoberta de biomarcadores. O formato, que teve seu primeiro dia de palestras, foi seguido por 4 dias intensos de curso teórico prático, que proporcionou intensa troca entre palestrantes e participantes.
A força do corpo de palestrantes
O êxito do simpósio deveu-se, sobretudo, à qualidade e à generosidade dos palestrantes convidados, que compartilharam sua experiência e trajetória científica:
Profª. Drª. Célia Maria de Almeida Soares (UFG) — professora titular do Instituto de Ciências Biológicas e coordenadora do INCT-PDHN, é referência internacional no estudo da biologia molecular e da proteômica do fungo Paracoccidioides, agente da paracoccidioidomicose.
Profª. Drª. Fátima Ribeiro Dias (UFG) — docente do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública, lidera investigações sobre a imunidade e as estratégias imunoterapêuticas contra as leishmanioses, no Laboratório de Imunidade Natural.
Prof. Dr. Alexandre Melo Bailão (UFG) — pesquisador do ICB/UFG, dedica-se à proteômica e à genética molecular de fungos patogênicos.
Prof. Dr. Augusto Schrank (UFRGS) — professor titular do Centro de Biotecnologia da UFRGS, é pioneiro no estudo molecular do fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae e dos mecanismos de patogenicidade fúngica.
Prof. Dr. Rodrigo Dalmolin (UFRN) — professor do Instituto Metrópole Digital, coordena o Dalmolin Systems Biology Group, aplicando biologia de sistemas e bioinformática à análise de dados ômicos e à evolução molecular.
Prof. Dr. João Paulo Matos Santos Lima (UFRN) — docente da UFRN nas áreas de bioquímica e biologia computacional, trabalha com genômica, desenvolvimento de ferramentas e iniciativas de biodiversidade como o INCT-Fungos-BR.
Prof. Dr. Valdir de Queiroz Balbino (UFPE) — professor associado do Departamento de Genética da UFPE, atua em genômica e bioinformática, incluindo a genômica evolutiva de patógenos de importância em saúde pública.
Profª. Drª. Marilene Henning Vainstein (UFRGS) — professora Titular do Centro de Biotecnologia da UFRGS, é referência na biologia de fungos de importância médica e biotecnológica, com destaque para o gênero Cryptococcus.
Prof. Dr. Rhewter Nunes (UEG) — professor da Universidade Estadual de Goiás, é bioinformata voltado à montagem e à anotação de genomas e mitogenomas e ao estudo da evolução molecular.
Prof. Dr. Gabriel Franco dos Santos (UFG) — pesquisador em metabolômica e espectrometria de massas na UFG, dedica-se ao perfil químico de amostras biológicas e à descoberta de biomarcadores.
Um encontro que superou expectativas
O I Simpósio de Bioinformática INCT-PDHN/FUNBIOS foi um sucesso. O evento contou com a participação de 35 estudantes vindos de diversas instituições de Goiás e de outros estados, o que evidencia o interesse crescente pela bioinformática e o alcance da rede formada em torno do INCT-PDHN e do FunBioS. Mais do que transmitir conteúdo técnico, o encontro aproximou grupos de pesquisa, estimulou novas colaborações e consolidou a UFG como um polo de formação e difusão da bioinformática na região Centro-Oeste.
Realização: INCT-PDHN · FunBioS · Laboratório de Biologia Molecular (UFG)

